quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Conto: Coraçi

            Era uma vez, uma menina que se chamava Julianeth. Ela vivia com seus pais em uma cidade chamada Coraçi.
            Coraçi era uma cidade litorânea situada ao Nordeste do Brasil. Quase não se ouvia falar em inverno por ali. O clima quente ajudava a chegada de muitos turistas para aquela região.
            A casa de Julianeth ficava de frente para a praia, onde o mar e a natureza eram contemplados por ela todos os dias.
            Nos seus momentos de folga, ela se sentava na varanda as tardes e sonhava em encontrar um grande amor. Ela ficava se perguntando, porque suas amigas já tinham namorado e ela não. No fundo ela sabia a resposta. Sua  timidez não a deixava livre para amar.
            Ela não tinha amigos, e quase não conversava com ninguém.
            Suas noites eram tristes e solitárias.
            Às vezes, seus pais chegavam a lhe perguntar o que estava acontecendo, mas ela não conseguia responder. Guardava seus sentimentos para si mesma.
            O seu sofrimento foi se tornando um grande problema. Além de ela não conseguir fazer amigos, ela se sentia a pior das garotas. .
            Na escola ela andava sempre de cabeça baixa. Às vezes alguns alunos tentavam falar com ela, mas o seu comportamento sempre era o mesmo. Ela virava o rosto, não respondia e saia correndo.
            Mas, ela tinha uma qualidade muito importante. Ela era extremamente inteligente. Suas notas eram excelentes. Principalmente quando o assunto se referia à área de humanas. Gostava de ler e escrever poesias. Era uma verdadeira poetisa.
            Certo dia aconteceu um fato interessante.
            Julianeth estava indo para a escola a pé, como sempre fazia, e de repente, ela trombou–se com um garoto na calçada. Ele era muito bonito. Tinha olhos azuis, loiro, alto e um corpo bem definido.
            No momento em que se trombaram, seu material caiu dos seus braços e espalhou–se todo pelo chão, inclusive as poesias que ela havia escrito.
            O garoto imediatamente abaixou–se para ajudá–la e, no instante em que ele pegou uma das folhas de poesias de Julianeth, ele parou.  Ficou segurando–a na mão e começou a ler.
            Julianeth muito sem graça falou:
– Oh! Desculpe–me. – foi só o que ela conseguiu dizer naquele momento. Seu coração estava acelerado por ter se deparado com um menino tão bonito.
Ele sem dizer uma palavra, continuou a ler sua poesia.
Ela mais que depressa, pegou seu material caído no chão, ajuntou tudo de uma vez e saiu correndo.
Sem esperar, ela percebeu que o menino tinha saído correndo atrás dela, chamando–a pelo o seu nome.
– Julianeth, Julianeth, Espere?
Ela parou de repente e se virou. No mesmo instante seus olhares se encontraram.
Julianeth sentiu que suas pernas travaram, seu coração começou a bater mais forte. Ainda sem conseguir falar, os dois continuaram a se olhar. Depois, ela conseguiu a custo falar.
– Como... você... sabe... o meu nome? – falou ela a gaguejar.
– Está aqui, na sua poesia.
– Oh! É verdade.
– Você escreve muito bem! – disse olhando–a curioso.
– Obrigada. – disse ela envergonhada.
Depois desse acontecimento, não podia–se esperar outra coisa, um namoro.
Eles começaram a namorar e não se desgrudavam. Todos os dias se encontravam  depois da escola.
Charles, como se chamava o menino, tinha 16 anos e era um turista a passear na sua cidade.
Ao saber que ele era um turista, Julianeth começou a sofrer. Ela sabia que o seu pai não iria aprovar o seu namoro, por ele não morar em Coraçi.
Não demorou, e seu pai veio a descobrir sobre os dois. Logo, colocou Julianeth de castigo não a deixando sair de casa nem para ir à escola.
Ela chorava muito de saudades de Charles. Não tinha fome e ficou muito abatida fisicamente.
Charles, então, vendo que sua amada não aparecia na escola,  resolveu fugir com ela.
Foi até a casa de Julianeth, sem que o pai dela percebesse, e combinaram sobre a fuga. Eles decidiram fugir para viverem o seu amor.
O tempo foi passando e o amor deles foi aumentado. 
Passaram-se alguns anos e Julianeth voltou para Coraçi com Charles e reencontrou sua família.
Todos viveram felizes para sempre.
O amor vence todas as barreiras.

Autora: Vanessa Telatin






Um comentário:

  1. Espero que tenham gostado do meu conto!

    Vanessa Telatin

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